quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A cor do Cabelo

Qual a influência da cor do nosso cabelo na nossa vida?
Qual a fascinasção que isso causa nas pessoas?
Cabelos loiros, pretos, castanhos, avermelhados, vermelhos intensos, cinzas, naturais ou de farmácia (meu caso), azuis... coloridos, independente da escolha que fazemos isso reflete diretamente na forma que as pessoas nos vêem.
Sempre ouvi a discussão sobre a preferência masculina, loira ou morena... mas minha opção pelo vermelho 'absurdo', 'fake verdadeiro' (hahahaha) se deu por não me sentir morena e não conseguir 'me ver' loira. Ambas as cores, muito belas, não condizem com minha personalidade.
Quem me vê hj, não consegue me imaginar com outra cor. Mesmo quem me conheceu castanha.
Não sei se minha personalidade aderiu a cor, ou vice versa, mas demonstra meu dinamismo, minha distância ao lugar comum, aos modismos...
Sou realmente assim... avessa a conceitos pré-prontos, e acho que cada um carrega a cor que pode, que gosta, que escolhe...
Já fui, inúmeras vezes, consultada por amigas, conhecidas ou nem tanto, sobre a cor que uso e o método usado, e muito bem, pelo meu cabelereiro e amigo Radamés Rodrigues. Conto, explico e indico... se fizerem a mesma cor, nunca será igual, pq cada um coloca um pouco de si.

A poucos dias atrás tive vontade de mudar, um amigo falou-me que achava nada chic... que seria interessante voltar a ser castanha, usar um corte mais 'comportado'... pensei, repensei e ... decidi ser assim mesmo, a 'pimenta' de sempre. Fora dos padrões, mas com personalidade própria, única, minha, independente de moda, padrões e etc.
Acostumei-me aos apelidos: ruiva, pimenta, fiat lux. pica pau... hahaha. Tanto faz!
Essa sou eu e essa é a minha cara!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Esse final de semana foi de lembranças e nostalgia... Talvez por ser o dia dos pais e eu estar fragilizada que cada coisa foi uma viagem ao passado distante e recente, à infância, coisas que vivi, que sonhei e sei lá... não realizei.
Lembrei de uma pergunta que me foi feita aos 7, 8 anos de idade, tão comum, feita sempre às crianças, "o que tu quer ser quando crescer?", minha resposta, em meio às bonecas, panelinhas e afins foi: "Quero ser mãe". Recebi, logo depois, uma longa explicação da minha mãe, dizendo que eu poderia ser 'mãe' e ter uma profissão, que uma coisa não impediria a outra e que ambas me realizariam de forma diferente.
O tempo passou, eu estudei, tive minha primeira profissão, meu primeiro casamento e sempre tive alguma coisa me separando do desejo da infância. Primeiro eu seria muito nova, depois era muito cedo, depois a faculdade, a compra da casa, uma nova faculdade, uma pós graduação... e veio a primeira separação!
O sonho adiado, até com alívio. A consciência sabia que com uma criança seria tudo mais difícil.
A vida continuou me pondo à prova p/ realização do sonho infantil. Veio a possibilidade de morar em PoA, aí... sem estrutura p/ uma criança. Morando sozinha, trabalhando o dia inteiro, ganhando pouco... Ah! Mas e daí?! Nem tinha 30 anos ainda... teria muito tempo!!!
Veio o segundo relacionamento, (quem sabe agora?). Não... ainda não. Muito cedo, estávamos apenas começando, indo morar no exterior, em país diferente, lingua diferente, sem conhecer ninguém... Tá... eu teria tempo. E veio a segunda separação.
De volta ao país, alguns meses no Rio de Janeiro, retorno à Porto Alegre. Tudo de novo. Alugar ap, arrumar emprego. Trabalhar, lutar e ser feliz! E o sonho? Qual sonho?! Ah... pode esperar!
E veio o terceiro casamento (eu insisto). A compra do apartamento, o 'ainda é cedo', a luta diária, a montagem de um bistrô, a espera que vingasse, e o momento de novo não chegou. E mais uma vez houve a separação. Mais uma vez, a reconstrução de tudo... do coração quebrado, da vida bagunçada... E a vida seguiu. Não com tanto tempo, como antes, mas ainda restava.
Veio um problema de saúde pondo em risco a realização do sonho. Mais uma vez superação, cura total! Feliz!!!! Mas... incompleta!
E então, a maturidade emocional chegou. E com ela a maturidade cronológica... complicado... o relógio biológico fazendo seu tic tac diário.
Um verdadeiro amor, uma história bonita, a mais bonita, a mais intensa... mas que tb chegou ao final. Ficou uma grande amizade com uma pessoa que quero sempre por perto!
Mas o vazio continua, o sonho não se realizou e talvez tenha esperado demais... deixado o tempo passar. Virei a profissional, que na infância, nem lembrei de responder.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Perda

Não posso dizer que esse é o dia mais triste da minha vida pq esse dia já aconteceu.
E foi esse ano.
Mas é um dia que jamais vou esquecer.
Um dia de perda... a perda da esperança, a perda de sonhos, de planos desfeitos...
Sonhos vazios, sonhados sozinha, amado sozinha...
Quando se entra num relacionamento não se sabe onde vai chegar, mas se entra de cabeça.
E hj, descobri que nesse tipo de água eu não sei nadar... não usei colete, bóias e afins.
Pulei de olhos fechado e fui direto ao fundo, tenho que ter fôlego até conseguir voltar à superfície, mesmo tendo a certeza que a superfície que encontrarei será turbulenta, de águas turvas e frias.
Mas serei uma sobrevivente... com cicatrizes, mas viva e sem arrependimentos por ter lutado ou por ter pulado.
Foi verdadeiro em cada segundo.

Como diz a música : "se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi."

Caso Perdido

Esse é um caso de amor
Caso passado, lutado e perdido...
Caso estranho, que ainda não passou,
mas que já acabou.
Que ainda está em mim
Arranhando, machucando
Caso vivo, cheio de lembranças...
Mas perdido, pois não há esperança.
Há ilusão
Mas não há emoção
Não tenho teu olhar, não tenho teu pensar
Queria tudo, mas
Perdi minhas forças
Deseisti
Não quero que aconteça, nunca mais.