segunda-feira, 19 de março de 2012
Segredo
O meu amor é nú
Todo despido
Puro e limpo
Como nossos corpos
em algumas tardes...
Faço segredo
Pois meu medo
É que me censures
Que me procures
Para dizer,
entre rodeios:
Adeus!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sem Palavras
E nem sequer nos falamos...
Olhamo-nos e, como se o mundo fosse
uma página virada da nossa história,
nos compreendemos
E, como se fosse lógico,
vencemos o impossível
E nos encontramos num gesto só...
onde choramos no abandono de nós mesmos
as incongruências desse questionar sem fim!
Olhamo-nos e, como se o mundo fosse
uma página virada da nossa história,
nos compreendemos
E, como se fosse lógico,
vencemos o impossível
E nos encontramos num gesto só...
onde choramos no abandono de nós mesmos
as incongruências desse questionar sem fim!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Me vem na cabeça lampejos de sentir o não sentir...
Como se pudesse parar no momento em que me atravessam
pensamentos obcenos de você
Como se fosse possível prever o próximo instante que a fatalidade
rompe com a lógica...
... Como se fosse provável tudo o que me vem de você
nos dias que a inércia me habita e fico contando palitos queimados,
fazendo cruzadas,
resolvendo diagramas,
me dando alternativas que nunca sigo ou aceito.
Como se pudesse parar no momento em que me atravessam
pensamentos obcenos de você
Como se fosse possível prever o próximo instante que a fatalidade
rompe com a lógica...
... Como se fosse provável tudo o que me vem de você
nos dias que a inércia me habita e fico contando palitos queimados,
fazendo cruzadas,
resolvendo diagramas,
me dando alternativas que nunca sigo ou aceito.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Chovia na tarde...
dia cinzento,
vento indiscreto
dando a notícia do fim do verão.
Na moldura da janela, a paisagem.
Na paz do momento a cadência da água
caída pela calha.
No beiral da parede gotas cintilantes
uma após uma, caindo...
Nosso silêncio era tudo o que tínhamos.
Languidamente permanecemos naquela cama,
olhando a tarde.
Na magia do momento existia música.
Nada sei da cama,
da goteira,
da música,
da tarde chuvosa...
Sei apenas que os braços eram teus.
dia cinzento,
vento indiscreto
dando a notícia do fim do verão.
Na moldura da janela, a paisagem.
Na paz do momento a cadência da água
caída pela calha.
No beiral da parede gotas cintilantes
uma após uma, caindo...
Nosso silêncio era tudo o que tínhamos.
Languidamente permanecemos naquela cama,
olhando a tarde.
Na magia do momento existia música.
Nada sei da cama,
da goteira,
da música,
da tarde chuvosa...
Sei apenas que os braços eram teus.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Monólogo
Aqui da platéia
comendo pipocas
assisto meu ato
e sou diretor
mudo o cenário
manejo as luzes
controlo o som
sou contra-regra
estou lá na frisa
seguindo o roteiro
fazendo no palco
a cena final.
Num grande fiasco
esqueço o texto
da peça perfeita
que eu inventei,
na hora do "bravo"
em vez do aplauso,
acabando a pipoca
estouro o papel!
comendo pipocas
assisto meu ato
e sou diretor
mudo o cenário
manejo as luzes
controlo o som
sou contra-regra
estou lá na frisa
seguindo o roteiro
fazendo no palco
a cena final.
Num grande fiasco
esqueço o texto
da peça perfeita
que eu inventei,
na hora do "bravo"
em vez do aplauso,
acabando a pipoca
estouro o papel!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Nó Cego
O amor do jeito que eu amo
é estação de viagem
Não sei p/ onde nós vamos
Não sei se tem outra margem
O amor do jeito que eu chamo
espalha medo e coragem.
O amor do jeito que eu sinto
é um bater de pandeiro
é um cachorro faminto
é um demônio faceiro
O amor do jeito que eu minto descobre meu desespero!!
Amargo feito nó cego
escuridão passageira
O amor do jeito que eu rego
renasce numa fogueira
O amor do jeito que eu vejo
é uma estrela cadente
a perdição do desejo
a solidão da semente
O amor do jeito que eu beijo, se perde completamente!
é estação de viagem
Não sei p/ onde nós vamos
Não sei se tem outra margem
O amor do jeito que eu chamo
espalha medo e coragem.
O amor do jeito que eu sinto
é um bater de pandeiro
é um cachorro faminto
é um demônio faceiro
O amor do jeito que eu minto descobre meu desespero!!
Amargo feito nó cego
escuridão passageira
O amor do jeito que eu rego
renasce numa fogueira
O amor do jeito que eu vejo
é uma estrela cadente
a perdição do desejo
a solidão da semente
O amor do jeito que eu beijo, se perde completamente!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Quero ser tua juventude
Teus mistérios
Teu pensar
Quero ser teu jeito masculino
Teu rosto de menino
Tua maneira de andar
Quero ser tua malícia
Teu presente
Teu futuro
O sol que ilumina
A água que fascina
O teu modo de falar
Quero ser tua noite
Teu dia
Tua hora
Tua necessidade de ir embora
Teu desejo de ficar
Quero ser tua agonia
Tua vontade de chorar
Quero ser teu sorriso...
... para me conquistar
Teus mistérios
Teu pensar
Quero ser teu jeito masculino
Teu rosto de menino
Tua maneira de andar
Quero ser tua malícia
Teu presente
Teu futuro
O sol que ilumina
A água que fascina
O teu modo de falar
Quero ser tua noite
Teu dia
Tua hora
Tua necessidade de ir embora
Teu desejo de ficar
Quero ser tua agonia
Tua vontade de chorar
Quero ser teu sorriso...
... para me conquistar
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